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Desligamento não precisa ser sinônimo de incerteza

O processo de desligamento de um colaborador pode ser um dos momentos mais delicados dentro de uma organização. Por isso, cada vez mais empresas estão aderindo ao outplacement, uma prática que vai além da simples demissão, oferecendo suporte estratégico tanto para a organização quanto para o profissional em transição. Mas quais são os reais impactos dessa abordagem? Vamos explorar!

Para o colaborador

Para quem está sendo desligado, o outplacement é um verdadeiro divisor de águas. Ele oferece orientação prática e emocional para que o profissional possa se recolocar no mercado de forma mais rápida e estratégica. Com ferramentas como análises de perfil, desenvolvimento de currículo e preparação para entrevistas, o profissional ganha clareza sobre seus objetivos e fortalece sua autoconfiança.

Estudos indicam que profissionais que participam de programas de outplacement podem ter aumentos salariais de 30% para mulheres e 36,5% para homens na nova colocação, embora isso possa prolongar o período de desemprego para garantir melhores condições, segundo um estudo feito em 2020.

Outro ponto importante é o impacto emocional. Em muitos casos, o desligamento pode trazer sentimentos de incerteza ou até mesmo de fracasso. O apoio oferecido pelo outplacement ajuda a transformar esse momento em uma oportunidade de recomeço, incentivando o desenvolvimento pessoal e profissional.

Para a empresa:

Investir em outplacement é um gesto que reflete diretamente no posicionamento da empresa no mercado. Empresas que demonstram cuidado com seus colaboradores, mesmo em momentos de desligamento, consolidam sua reputação como empregadoras humanizadas e responsáveis.

Além disso, o outplacement ajuda a reduzir os impactos emocionais e operacionais dentro da equipe remanescente. Quando os colaboradores percebem que a organização se preocupa com aqueles que estão saindo, a confiança na gestão aumenta, promovendo um ambiente mais saudável e produtivo. Sem falar que a possibilidade de conflitos legais diminui, já que os profissionais percebem o compromisso ético da empresa em apoiar a transição.

Em um estudo com 628 empresas no Reino Unido, 30% das organizações identificaram redução da “síndrome do sobrevivente” (ansiedade e desmotivação pós-demissões), contribuindo para a estabilidade das equipes remanescentes.

Uma relação de ganha-ganha

O outplacement não é apenas uma ferramenta de suporte; é uma estratégia de longo prazo que promove relações positivas e fortalece o ecossistema de trabalho. Empresas que investem nesse processo criam um círculo virtuoso: colaboradores desligados tornam-se embaixadores da marca, enquanto os que permanecem se sentem mais valorizados e engajados.

Para os profissionais, o suporte oferecido proporciona não apenas recolocação, mas também uma perspectiva renovada sobre o mercado e sobre suas próprias capacidades. Implementar um programa de outplacement é, acima de tudo, uma escolha estratégica. Ele reflete valores, constrói pontes e garante que os impactos de um desligamento sejam transformados em crescimento mútuo. Afinal, cuidar do futuro de quem está partindo é, também, investir no futuro da própria empresa.

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