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Os níveis invisíveis de desgaste cultural: Como identificar quando sua cultura está em risco

Você já entrou no escritório com uma sensação estranha? Com aquela impressão de que tudo não parece realmente bem? Os funcionários parecem normais, cumprindo as suas funções, mas… tem alguma coisa no ar.

Às vezes, as vozes da nossa cabeça acertam. Existem indicadores invisíveis que, sutil e gradualmente, provocam desgaste na cultura organizacional da sua empresa, e você não percebe. Nesse caso, é necessário dar ouvidos à nossa intuição e investigar o que causa esse desgaste. Afinal, a longo prazo, isso afeta o engajamento, a coesão e a sustentabilidade da equipe como um todo. 

Para entender a importância da cultura organizacional, segundo o relatório de tendências de gestão de pessoas para 2023 produzido pelo Great Place To Work (GPTW), ela esteve entre as Top 3 prioridades para as empresas, representando 34,8% das respostas dos entrevistados. Nesse sentido,ela é tão fundamental quanto a produtividade de um ambiente corporativo – no final das contas, as pessoas fazem tudo acontecer. Entender qualquer tipo de empecilho que atrapalhe o seu funcionamento contribui para o constante progresso e sucesso do seu negócio.

Neste artigo, vou te apresentar como identificar esses sinais e como mitigá-los.

Vamos lá?

“Uma pulga atrás da orelha”: como localizá-la, antes que seja tarde demais?

(fazer uma arte com esse título e colocar o desenho de uma pulguinha pulando)

  1. Falta de apoio e responsabilização inadequada: Quando os líderes ou gestores não apoiam adequadamente os membros, não cumprem acordos ou não responsabilizam comportamentos inadequados, a cultura começa a se corroer. Isso gera desconfiança, comportamentos passivo-agressivos e desinteresse em manter a qualidade das ações culturais.
  1.  Valores ultrapassados e desconexão com o contexto atual: Uma cultura que não evolui ou que mantém valores que não dialogam com as necessidades e expectativas atuais – tanto as dos colaboradores, quanto as do mercado – tende a perder relevância e adesão dos membros. Essa estagnação pode ser invisível, mas mina a força cultural ao longo do tempo.
  1. Desmotivação e queda no comprometimento: Baixa participação em atividades e iniciativas, aumento no absenteísmo, comunicação passiva ou negativa… Quando esses e outros comportamentos demonstram desinteresse com o trabalho e com os objetivos da empresa, é um sinal claro de que a cultura vigente não está mais inspirando ou alinhando as pessoas. 
  1. Comunicação falha e falta de transparência: Problemas recorrentes na comunicação, como informações que não circulam adequadamente, falta de diálogo aberto e ausência de feedback construtivo, indicam que a cultura não promove um ambiente de confiança e transparência. Essa falha compromete a colaboração e pode gerar conflitos internos.
  1. Conflitos excessivos e competitividade negativa: A presença constante de conflitos entre membros, equipes ou grupos, assim como uma competitividade interna que não agrega valor, mas gera estresse e desgaste, são sinais de uma cultura em desequilíbrio. Isso pode levar à fragmentação social e isolamento dos grupos dentro da mesma cultura.
  1. Alta rotatividade e perda de talentos: Em ambientes organizacionais, o aumento da rotatividade, com pessoas saindo frequentemente, é um sintoma claro de desgaste cultural. Isso ocorre porque a cultura não consegue reter ou motivar seus integrantes, refletindo uma crise interna profunda.

Qual é o melhor “inseticida” para acabar com o problema?

Para realizar uma mudança na cultura organizacional e readaptá-la a um novo modelo que, de fato, seja aderido pela equipe, é necessário identificar os sinais de desgaste – como os apresentados acima – e entender como os colaboradores estão se sentindo em relação à cultura atual. Formulários, reuniões de 1:1, sessões de feedback constroem uma base para pensar em cima de novas estratégias.

Ao alinhar cultura, estratégia e negócio, monte uma equipe para além dos profissionais de RH para incorporar diferentes perspectivas da empresa e encontrar, coletivamente, a melhor proposta de mudança. A comunicação entra aqui como uma grande articuladora para aplicar a mudança – com transparência, abertura para o diálogo e com uma resolução construtiva de conflitos.

Dessa forma, pouco a pouco, conquista-se um novo espaço para a cultura modificada: celebrando os pequenos passos dados, monitorando o engajamento e a motivação, avaliando se a liderança e os membros estão ativamente comprometidos com a mudança, revisando os valores e práticas constantemente e promovendo políticas inclusivas e diálogo social. Esse conjunto de práticas, levado com seriedade e responsabilidade, é capaz de transformar a equipe – e a sua empresa – como não visto antes.

Quanto àquela sensação estranha que você não sabia descrever quando entrava no escritório? Ela dá lugar à satisfação e à felicidade. E se você ainda se sente assim ou não sabe como aplicar as soluções,

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Quer deixar de ter essa pulga atrás da orelha? Fale com a gente.

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